PF prende políticos baianos acusados de desvio de verba

Agência Brasil.
A
Polícia Federal prendeu 18 pessoas, entre ex-prefeitos, vereadores,
secretários municipais e funcionários públicos baianos acusados de
participar de um esquema de desvio de recursos públicos destinados
principalmente à educação. Entre os suspeitos que tiveram mandado de
prisão decretados, mas que ainda não foram localizados, estão os atuais
prefeitos de Fátima, José Idelfonso Borges dos Santos, e de Sítio do
Quinto, Cleigivaldo Carvalho Santarosa, que ainda não foram localizados.
Além
de Fátima e Sítio do Quinto, foram constatadas irregularidades nos
municípios de Heliópolis, Ipecaetá, Aramari, Banzaê, Ribeira do Pombal,
Água Fria, Novo Triunfo, Itiruçu, Ourolândia, Santa Brígida,
Paripiranga, Itanagra, Quijingue, Sátiro Dias, Coração de Maria, Cícero
Dantas, Lamarão e São Francisco do Conde.
A maioria dos mandados,
contudo, devem ser cumpridos em Fátima, a cerca de 340 quilômetros de
Salvador, onde funcionários da prefeitura confirmaram a prisão do
secretário de Finanças, José Roberto Oliveira do Nascimento.
As
investigações policiais indicam que, ao longo de pelo menos uma década,
funcionários públicos e empresários desviaram pelo menos R$ 30 milhões
das 20 cidades baianas. Os recursos eram desviados do Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Edução (Fundeb), entre outros programas federais,
estaduais e municipais.
O grupo utilizava empresas de fachada e
laranjas contratados para realizar serviços de engenharia, de transporte
escolar e eventos sociais.
Deflagrada nesta terça-feira (13),
com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), da Receita Federal e
da Previdência Social, a Operação 13 de Maio ocorre simultaneamente em
26 municípios baianos, além de Aracaju e Brasília. Quatrocentos
policiais federais, 45 servidores da CGU e 45 da Receita Federal
participam da ação.
Os envolvidos responderão pelos crimes de
responsabilidade, mau uso de recursos públicos, lavagem de dinheiro,
peculato, organização criminosa, uso de documento falso e crimes
previstos na Lei de Licitações.
Do: blog do Magno Martins
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