DEPUTADO FEDERAL PEDRO EUGÊNIO COMENTA: TROCAR DE GOVERNO? PORQUE?
O ex-governador Eduardo Campos, patinando nas
pesquisas, vem testando fórmulas que poderiam fazer sua candidatura deslanchar,
sem sucesso. Inicialmente bateu na política macroeconômica, mudou para bater
diretamente em Dilma de forma rebaixada, mudou para alinhar-se às teses
tucanas, sempre sem conseguir maiores resultados, apesar da grande exposição na
mídia.
Agora volta-se para um novo caminho: vai para o
campo das percepções subjetivas dos agentes econômicos, campo que combina
economia com psicologia social. Esquece que o cenário de profunda crise
internacional exige uma gestão ativa de nossa macroeconomia que precisa
produzir medidas sempre que necessárias em um cenário internacional
extremamente deprimido e volátil. Mas reconhece que os fundamentos macroeconômicos
são sólidos. Ou seja as mesmas medidas que diz solapar a confiança das empresas
produz fundamentos sólidos! Ou seja objetivamente a política é boa, mas
considera que ela é ruim porque as empresas estão inseguras! Haja contradição!
Eu prefiro ficar com o campo das coisas concretas.
Fala também de gestores incompetentes, nomeados por
critérios políticos. Ataca a política, defende que se estabeleça o primado dos
técnicos, como se a política fosse a mãe de todas as mazelas do mundo! Essa é a
essência de sua crítica, fundamentalmente moral. Além dessa base retrógrada de
pensar a política, não é coerente com sua própria prática. Se formos analisar,
um a um, seus gestores no governo de Pernambuco não encontraremos o cenário de
competência que promete para o Brasil. E encontraremos também a presença de
arranjos políticos dos mais tradicionais, com forças políticas locais ultra
conservadoras. Não só no executivo estadual mas em outros poderes, sob sua
influência política.
Mexe, mexe e só consegue propor de concreto a
criação de mais um conselho, este de responsabilidade fiscal, algo inócuo, que,
para quem quer ser Presidente da República, anuncia precisar de um conselho
para fazer o tem obrigação de fazer e que Dilma vem fazendo com absoluto rigor.
Ou seja, trata-se de um factoide, para fins de propaganda eleitoral.
Enfim, não consegue convencer ninguém que é hora de
trocar de governo. Pelo contrário
Transcrito do facebook
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