O Museu do Cordel foi fundado em 1999 pelo cordelista Olegário Fernandes, falecido em 2002. Foto: Benda Souto Maior/DP/D.A Press
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Os
apreciadores da cultura popular que visitarem Caruaru, no Agreste do
estado, devem aproveitar para conhecer o Museu do Cordel Olegário
Fernandes, instalado na área da Sulanca. O local dedicado à literatura
de cordel não é tão fácil de achar, mas perguntando aqui e ali, dá para
chegar, mesmo com a ausência de placas indicativas.
O Museu do
Cordel foi fundado em 1999 pelo cordelista Olegário Fernandes, falecido
em 2002, aos 70 anos. Hoje, o local é administrado por Olegário
Fernandes Filho, que aprendeu o ofício do pai. Além de um acervo com
mais de 10 mil títulos, o lugar também exibe outras artes, como
xilogravuras e litogravuras.
O acervo do museu possui mais de 10 mil títulos, além de xilogravuras e litogravuras. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press
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E
o museu não se restringe a exibir os cordéis. Também é possível comprar
diversos títulos de vários autores. Os nomes mais expressivos, segundo
Olegário Filho, são Leandro Gomes de Barros, João Martins de Ataíde,
Chico Sales Areda e José Pacheco. Este último é responsável pelo cordel
“A Chegada de Lampião ao Inferno”, um dos mais procurados para compra
pelo público, de acordo com o administrador do local.
Além das
histórias contadas nos cordéis, muita gente compra os livrinhos com as
rimas por conta das ilustrações. Um exemplo disto são os títulos
assinados por diferentes autores que contam com as xilogravuras do
Mestre Dila e J. Borges.
O cordel mais popular é "A Chegada de Lampião ao Inferno", de José Pacheco. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press
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Para
manter viva as tradições populares, o Museu do Cordel ainda abriga
eventos. Todo segundo sábado de cada mês, o palco do local recebe
artistas para apresentações de declamação, embolada e repente. Sempre
das 9h ao meio-dia.
Serviço
Museu do Cordel Olegário Fernandes
Feira de Caruaru – área da Sulanca
Funcionamento: de segunda a sábado, das 8h às 16h
Apresentações: todo primeiro sábado do mês, das 9h ao meio-dia.
Fonte: Diário de Pernambuco
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