LULA ,DILMA, QUEDA E INFLAÇÃO
Sexta-feira,
Lula recebe Dilma para um bate-papo em São Paulo. "Há quanto tempo não
tínhamos uma conversa a sós, sem gente por perto, estava com saudades,
companheira", solta o petista.Depois de um forte abraço, Dilma responde: "Ô, Lula, também estou. Bons tempos aqueles quando você mandava e eu só cumpria ordens. A vida era bem mais fácil".
Lula meio que concorda, lembra do que fala com amigos de que Dilma é excelente gerente, mas não sabe liderar e diz: "Dilminha, você está dando tiros no pé, ops, criando crise atrás de crise. Tinha de soltar aquela nota da Petrobras?".
"Lula, meu querido, eles queriam espetar na minha conta aquela compra suspeita da refinaria de Pasadena, só me defendi", devolve Dilma.
"Mas precisava ser daquele jeito? Você jogou a crise para dentro do Planalto, minha querida", reclama o ex-presidente. "O problema é que eu sempre fui contra essa politicagem na Petrobras", replica a petista.
Lula não gosta do rumo da prosa e muda de assunto. "Dilminha, você precisa reagir, sua avaliação está em queda. Seu erro foi se descuidar da inflação. Avisei que não dava para brincar com ela, bate no bolso do trabalhador e tira voto."
A conversa vai terminando e Dilma, meio constrangida, desabafa. "Com essa queda nas pesquisas, este coro de volta, Lula" só vai aumentar, isso incomoda muito". "Esquece isso, Dilminha, você é minha candidata", diz o ex-presidente.
Na saída, o petista dá um último conselho. "Enterra a CPI da Petrobras, muda a agenda e se prepara para a Copa. Caso contrário...", encerra o ex-presidente, deixando um clima de mistério no ar.
Antes de me acusarem de invencionices, o relato acima é uma peça de ficção. Qualquer semelhança com a realidade será mera coincidência. Mas se houve sinceridade das partes, ficou muito próximo da realidade. No grupo de Lula, a inflação será a chave da eleição.
Fonte:
Folha de S. Paulo
Num ambiente dominado por
crescente pessimismo com a economia e forte desejo de mudança, as intenções de
voto na presidente Dilma Rousseff no principal cenário eleitoral caíram seis
pontos desde o final de fevereiro. As informações são do jornal Folha de São
Paulo.
Apesar disso, os principais
adversários da petista, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), não
cresceram. Assim, a pesquisa Datafolha de 2 e 3 de abril mostra que Dilma seria
reeleita no primeiro turno com 38% dos votos. Aécio teria 16%. Campos, 10%.
Candidatos de partidos menores somam 6%.
Nos cinco cenários testados, a
única candidata que forçaria um segundo turno seria a ex-senadora Marina Silva
(PSB), com 27% dos votos, 4 pontos a mais que em fevereiro. Marina fica 12
pontos atrás de Dilma.
Com um desempenho melhor que o de
Dilma, só o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu maior cabo eleitoral.
Lula, que sempre repete não ter interesse em disputar neste ano, apresenta leve
tendência de queda em relação às pesquisas anteriores, mas ainda lidera todos
os cenários com grande vantagem.
A deterioração das expectativas
com inflação, emprego e poder de compra dos salários também ajuda a explicar a
queda na aprovação do governo. A atual pesquisa detectou uma disparada do
sentimento de frustração com as realizações da presidente Dilma. Hoje, 63% dos
brasileiros dizem que ela faz pelo país menos do que eles esperavam. Há pouco
mais de um ano essa taxa era de 34%.
MUDANÇA
O levantamento também identificou
um alto e crescente desejo de mudança. Agora, 72% querem que as ações do
próximo presidente sejam diferentes das de Dilma. O índice é parecido com o de
2002, sob o governo Fernando Henrique Cardoso, quando o então oposicionista
Lula venceu sua primeira eleição presidencial.
O problema de Aécio e Campos é
que eles não são identificados como os mais preparados para a mudança. Para
32%, Lula é o mais apto para mudar. Para 17%, Marina. Aécio, o principal líder
da oposição no Senado, é citado por apenas 13%. Campos obtém 7%. Até Dilma
atinge índice maior, 16%.
O cenário com Dilma, Aécio,
Campos e os nanicos mostra ainda acentuadas diferenças regionais. No Nordeste,
Dilma alcança 54%. Na região Sudeste, ela tem 29%. Em dois segmentos, Aécio
aparece liderando a disputa, com Dilma em segundo lugar. Ocorre entre as
pessoas com renda familiar acima de dez salários mínimos (34% a 20% para o
tucano) e entre os eleitores que têm nível superior de escolaridade (25% a
22%).
A essa altura da competição, o
ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos tem uma desvantagem em relação aos
rivais que, do ponto de vista da propaganda, ainda pode ser vista como uma
vantagem. Ele é o menos conhecido dos postulantes: 42% dizem não conhecê-lo.
Se isso faz com que suas
intenções de voto sejam menores hoje, faz também com que ele seja visto no meio
político como o candidato com maior potencial de crescimento. Com recursos e
algum tempo de TV, tornar alguém conhecido é mais fácil do que remodelar a
imagem desgastada de alguém já conhecido.
O Datafolha fez 2.637 entrevistas
em 162 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. A
pesquisa está registrada na Justiça eleitoral com o código BR 00064/2014.
MUITO SUOR
MUITO SUOR
Rogério
Alves diz que a coleta, no Janga, vez ou outra deixa a desejar, e é feita 2ª,
4ª e 6ª. Sábado passado, esse monte de lixo estava na frente á Escola José
Manoel de Queiroz- “É a Prefeitura de Paulista trabalhando”, ironizou.
Fonte:
Folha de Pernambuco ( Leitor: Rogério Alves)
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