Em 13 de
janeiro de 2009, um decreto assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
e o ministro da Cultura interino, Alfredo Manevy de Pereira Mendes, instituiu
várias datas que homenageiam a música brasileira, entre elas, o Frevo. Desde
então, 14 de setembro é o Dia Nacional do Frevo.
Considerando a representatividade da manifestação do frevo na cultura
pernambucana e brasileira, o shopping Paço Alfândega, em parceria com a
Prefeitura do Recife, realiza a exposição É Frevo no Paço, no período de
14 a 16 de setembro de 2012. Além da exposição, haverá uma palestra com o
Maestro Edson Rodrigues e apresentações com os passistas da Escola Municipal
Maestro Fernando Borges.
A ideia é proporcionar ao visitante a oportunidade de se aproximar ainda mais
dessa expressão popular (patrimônio imaterial do Brasil), que se encontra
espalhada pela cidade para além dos dias de Carnaval, que faz os “passistas
traçarem tesouras fazendo mesura na ponta do pé” e o Recife manifestar-se
desde os fins do século XIX.
“É algo que contagia, dá sentido de existência a milhares de pessoas,
provoca ação e reação, invade o imaginário coletivo, e parece que enfeitiça.
‘Entra na cabeça, depois toma conta do corpo e acaba no pé’, como diz a música
de Alceu Valença”, explica o gerente de serviço do Centro de Formação,
Pesquisa e Memória Cultural – Casa do Carnaval, Mário Ribeiro.
A mostra conta com estandartes, flabelos, bonecos gigantes e fotografias de
maestros, compositores e intérpretes ligados ao ritmo. Também será possível ver
vídeos e imagens de foliões que dinamizam o cenário e foram intencionalmente
pensados para provocar sensações. As imagens parecem respirar, pulam, cantam e
dançam; têm suor, têm cheiro. Tudo ocorre diante dos nossos olhos e para o
prazer da nossa visão.
É Frevo no Paço é o retrato da dança e da música. Traz o rebuliço das
multidões nas ruas, o jogo de braços e pernas. É a invenção, a recriação.
Atrelado à história da cidade, percebe-se que o frevo é uma manifestação urbana
com identidade própria: nasce no Recife, em meio aos trabalhadores do porto,
dos negros capoeiras, dos brabos, dos valentões
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